
Hoje trouxe-te aqui porque sou fã — assumida — e acompanho de perto o trabalho da Maria Alice.
E quando acompanhamos, gostamos e recomendamos, nada melhor do que trazer o projeto ao nblog para que mais pessoas tenham a oportunidade de o conhecer.
No meio de todas estas interperícies, houve um “passinho muito importante” que me esqueci de realizar …a autorização formal da big big boss da Maria Alice… para te poder ter aqui conosco 😉
Mas acredito que ela não vai querer travar uma batalha aberta comigo por causa disto .
Mas vá, para que isto não seja só uma conversa cheia de private jokes…
Conta-nos lá , André….:
Quem é afinal a big big boss da Maria Alice?
A big big boss chama-se Iris. É a minha filha.
Digo isto muitas vezes de forma leve, mas há ali uma verdade profunda. Desde que sou pai, todas as decisões profissionais passaram a ter um filtro diferente. Já não penso apenas em crescimento ou ambição. Penso em exemplo. Penso no que estou a construir e no que estou a transmitir.
Ela representa o futuro. E quando temos o futuro sentado à nossa mesa todos os dias, a forma como lideramos muda inevitavelmente.

E quem é a Maria Alice? Como é que tudo isto começou?
A Maria Alice era a minha avó. E eu cresci com o exemplo dela.
Era uma mulher simples, prática e extremamente resolutiva. Nunca a vi dramatizar um problema. Via-a parar, pensar e encontrar uma solução. Muitas vezes com poucos recursos, mas sempre com engenho e serenidade.
Na altura, eu não tinha consciência do impacto que aquilo estava a ter em mim. Hoje percebo que cresci a aprender que complicar é quase sempre uma escolha. Que a clareza é uma força. Que agir com calma é uma competência.
Quando criei a empresa, o nome surgiu de forma muito natural. Não foi uma decisão de marketing. Foi uma decisão identitária. A Maria Alice representa uma forma de estar: resolver sem ruído, organizar sem espetáculo, agir com intenção.
Transformei o exemplo da minha avó num modelo de atuação empresarial.
A Maria Alice a descomplicar vidas
Em que é que a Maria Alice nos pode descomplicar a vida?
Descomplicamos sobretudo quando existe ruído.
Quando há boas ideias mas falta direção.
Quando há talento mas falta estrutura.
Quando há crescimento mas falta método.
Trabalhamos muito na interseção entre estratégia, posicionamento e otimização de processos. Ajudamos empresas e líderes a clarificar para onde querem ir, como se querem posicionar e, acima de tudo, como executar de forma consistente.
Descomplicar não é simplificar tudo. É retirar o excesso para que o essencial funcione melhor.
Muitas vezes, o que fazemos não é acrescentar mais uma camada. É organizar aquilo que já existe e que está disperso.
Eu própria sou um exemplo real disso.
Quem acompanha este projeto acaba por ver, mesmo que indiretamente, o trabalho de bastidores da Maria Alice. Um bom exemplo é a Diana Oliveira, responsável pelo design e organização do blog — e sim, já fica prometido e confirmado que será uma das convidadas aqui no nblog.
Costumo dizer (e digo com toda a certeza):
Se ela conseguiu suprir os meus desejos, consegue suprir os de qualquer cliente.
Ela é simplesmente incrível — uma profissional de mão cheia.
Para além disto, em que outras áreas é que vocês conseguem descomplicar a vida das pessoas?

Vamos falar de encontros bons (com bolo, claro)
Às quartas-feiras, às 8h, na Pasteleira Contemporânea, o que é que acontece por lá?
Conta-nos tudo .
Acontece algo simples e, ao mesmo tempo, raro: conversa honesta.
O Café Desperta nasceu da necessidade de criar um espaço onde líderes e empreendedores pudessem falar sem formalidades. É cedo, é informal, mas é profundamente intencional. Não há palco, não há discursos preparados. Há escuta.
Acredito muito que a qualidade das decisões melhora quando a qualidade das conversas melhora. E muitas decisões importantes já começaram ali, de forma aparentemente simples.
E uma quinta-feira por mês, na zona da Sé, na Pastelaria Simplesmente Bolo, o que é que anda a acontecer?

O Chá das 5 tem outra energia. É um encontro mensal mais estruturado, mas continua profundamente humano.
Convidamos líderes e empresários a partilharem percursos reais, com sucessos, erros e aprendizagens. Não nos interessa a narrativa perfeita. Interessa-nos a verdade do caminho.
Os momentos que mais me marcam são aqueles em que alguém assume vulnerabilidade. Quando um líder fala de dúvida ou de medo, cria espaço para que outros também possam crescer.
Criámos um espaço onde a liderança deixa de ser distante e passa a ser próxima.
Estes dois espaços foram escolhidos a dedo. O que pesou mais nessa escolha?
Ambiente e identidade.
Acredito que o espaço influencia o pensamento. Lugares com personalidade convidam a conversas mais autênticas. Tanto a Padaria Contemporânea como a Simplesmente Bolo têm alma própria. Não são apenas locais, são experiências. E isso é algo que para mim é realmente importante, sentir que os espaços abraçam as pessoas.
Quando criamos encontros, pensamos na atmosfera tanto quanto pensamos no conteúdo.
A pergunta de “milhões”
Qual foi, até hoje, o Chá das 5 que mais te marcou?
Não consigo escolher pelo nome do convidado. Os que mais me marcaram foram aqueles em que houve partilha verdadeira e creio que essa tem sido uma das maiores características. A proximidade criada é uma característica transversal aos vários convidados. E nós somos convidados a uma imersão de momentos em que alguém falou sem personagem, sem filtro. São esses momentos que criam impacto duradouro. Porque as pessoas não se ligam a cargos. Ligam-se a histórias. Assumo que quando tiver oportunidade de fazer um Chá das 5 na primeira pessoa teve um impacto que não soube antecipar. Foi algo marcante pelo momento, pelas pessoas que se reuniram, pelo que surgiu e que não fazia ideia. Sou realmente grato por isso.
Dentro da Maria Alice, de certeza que já viveste desafios bem complicados.
Mas como te vemos sempre tão tranquilo e impecável, custa acreditar .
Conta-nos: como é que consegues descomplicar as complicações?
Aprendi a não reagir de imediato.
Primeiro observo. Depois questiono. Só depois decido.
Grande parte da complexidade nasce do excesso de informação e da falta de prioridade. O meu trabalho passa muitas vezes por ajudar a distinguir o que é essencial do que é acessório… E perceber onde está realmente o valor.
As metodologias ajudam. A experiência ajuda. Mas o que mais ajuda é manter serenidade. Liderar com calma é uma competência subestimada.
Pessoas boas atraem pessoas boas
Podes partilhar connosco um bocadinho de como consegues trazer convidados tão incríveis — tanto a nível humano como profissional?
Acima de tudo procuro pessoas que me inspiram.
Convido quem admiro pela consistência entre aquilo que diz e aquilo que faz. Acredito muito que pessoas boas atraem pessoas boas quando a intenção é genuína.
As relações constroem-se com tempo, verdade e respeito. E isso sente-se.
Para quem está a começar
Que conselho dás a quem quer crescer ou começar na área do marketing?
Aprendam a ouvir antes de comunicar.
Marketing não é sobre aparecer. É sobre compreender profundamente as pessoas, o contexto e as necessidades reais. É responsabilidade.
E acima de tudo, construam coerência. A marca não se constrói num post. Constrói-se todos os dias, nas decisões pequenas e repetidas.
E claro, a pergunta prática:
Onde é que podemos encontrar a Maria Alice quando precisamos de descomplicar alguma complicação pelo caminho?
Estamos no digital, sobretudo no LinkedIn e no Instagram, mas acima de tudo estamos disponíveis para conversar.
Muitas vezes, descomplicar começa com uma pergunta bem feita. Se alguém sentir que está perdido no meio do ruído, pode falar connosco.
Porque no final, o nosso trabalho não é fazer mais. É fazer melhor, com clareza.
Obrigada pela tua presença
E fica já prometido: há próxima — e da próxima vez fazemos vídeo, porque és um orador super cativante e, de certeza, ainda tens muitas histórias, experiências e desafios para partilhar connosco.
Beijinhos para a big big boss da Maria Alice .
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