
As várias linguagens, formas e demonstrações de amor/ estima / zelo …
Muitos já ouviram falar, leram ou conhecem o livro “As 5 Linguagens do Amor” — um clássico que considero leitura obrigatória para quem viaja pelo mundo dos afetos.
O livro mostra que existem cinco formas principais de expressar amor, conhecidas como as 5 linguagens do amor:
Palavras de afirmação – elogios, palavras de encorajamento e carinho.
Tempo de qualidade – estar presente de verdade, dar atenção plena.
Presentes – oferecer algo simbólico, um gesto material que representa afeto.
Atos de serviço – cuidar, ajudar, facilitar a vida do outro.
Toque físico – abraços, beijos, gestos de proximidade e conforto.
Ser atento à forma como cada pessoa demonstra e recebe amor é essencial. Nem todos expressamos estima da mesma maneira. Uns são mais verbais, outros mais práticos, outros mais reservados.
Eu, por exemplo, sempre e quando tenho estima por alguém, adoro dizer às pessoas o quanto as estimo: “Love you mucho, mucho” 💕 ou escrever algo bonito, sentido. (As minhas amigas “sofrem” um pouco com estas várias demonstrações de amor…)
Também gosto de oferecer pequenos detalhes / lembranças. Às vezes encontro pessoas que me dizem, anos depois:
“Olha, Carol, ainda tenho aquele cartão que me deste…”
E eu nem sempre me lembro, porque quando ofereço algo, faço-o simplesmente porque naquele momento senti vontade de o fazer — não para guardar uma lista de gestos feitos. =)
Voltando às linguagens do amor — elas ajudam-nos a decifrar e compreender os sinais de afeto (especialmente quando estamos em relações saudáveis e coerentes).
💡 Dicas para perceber a linguagem de amor do outro:
– Observa o que essa pessoa faz naturalmente para mostrar carinho.
– Repara no que ela mais valoriza — elogios? tempo juntos? ajuda prática?
– Ouve o que ela pede ou sente falta — muitas vezes está ali a resposta.
Mas há algo ainda mais importante:
Amar / estimar não é apenas expressar na nossa linguagem preferida.
É, muitas vezes, fazer o esforço consciente de falar a linguagem que faz o outro sentir-se amado/ querido.
Porque aquilo que para mim é óbvio, para o outro pode não ser.
E também é bonito lembrar que a nossa linguagem pode mudar ao longo da vida.
Aos 20, aos 40 ou aos 70 anos, talvez não precisemos das mesmas coisas.
Há fases em que precisamos mais de presença.
Outras em que precisamos de palavras.
Outras ainda em que precisamos simplesmente de colo.
Às vezes alguém ama-nos / gosta de nós profundamente… mas numa língua indecifrada. ( Lá ama à sua maneira…)
E se não estivermos atentos, podemos sentir ausência onde existe intenção.
Nem sempre conseguimos “ler” / traduzir o outro, e às vezes parece que há desencontro. Mas isso não significa falta de amor / estima.
Cada um tem a sua própria forma de o demonstrar — a sua linguagem.
💬 E para expressar carinho, consideração, afeição?
Não é preciso estar sempre presente, nem viver colado à pessoa. ( parecendo quase que a competir com pastilha elastica entrenhada na ponta do cabelo)
O segredo está na genuinidade — quando o gesto nasce de um verdadeiro sentimento, ele chega e toca e instala-se no lugar certo , na memória e no coração. ( Um dia irei escrever sobre o impacto da memória afetiva no cérebro. Não sei ainda quando, mas um dia irei escrever sobre isso.)
No fundo, amar, estimar, zelar , querer… também é aprender a traduzir. 🤍
E reconhecer o amor, a estima, o carinho , mesmo quando ele vem numa embalagem diferente da nossa.

Vale a pena o esforço em investir nestas “doces linguagens”…
