Ouvimos constantemente esta frase. Aliás, eu uso-a com regularidade.
SÓ O AMOR CURA!
É verdade.
Eu assim sinto!
E a tomo como a MINHA verdade!
Mas que Amor cura?
Será o Amor que temos vindo a nutrir?
Pela visão generalizada do mundo, NÃO!
O Amor que temos connosco não cura, pelo contrário, adoece.
E por mais que seja duro de ouvir e a mim, particularmente, me tenha dado valentes murros no estômago, ao ponto de revirar as entranhas.
Esta é a verdade!
Temos feito as maiores atrocidades em nome do amor.
Temos cometido verdadeiramente assassinatos e homicídios proclamando esse amor.
Dói muito tomar essa consciência e é preciso coragem para despir esse lodo todo, entranhado até às celulas primordiais!
Muita coragem!
Mas é necessário que seja feito, que a verdade seja reposta, não em julgamento ou condenação – fizemos o melhor que sabíamos, mas sim em compaixão e responsabilidade.
É crucial fazer diferente!
E isso exige muito?
MUITO!
Não se estala os dedos e já está!
Mas a tomada de consciência já é o primeiro passo!
O Amor verdadeiro não controla.
Não domina.
Não é cego.
Não é egoíco.
Não é prisão.
Não tem correntes, de espécie nenhuma!
O Amor verdadeiro é liberdade!
Primeiro, de Ser e depois de se relacionar.
Cada um de nós chega para resgatar o seu próprio amor e o consolidar nas suas relações.
Até agora, vivemos como crianças de colo, ainda amamentadas a leite.
É incrível como somos codependentes, mesmo com oitenta anos, que seja, continuámos a agir como autênticas crianças mimadas, que carecem constantemente de assistência emocional.
E depois, é óbvio que a velhice chega em doença, em limitações extremas de perda absoluta de capacidade.
Não!
Não é assim que temos que envelhecer, mas é assim que a realidade acontece como consequência.
Não há castigo!
Há consequências e é preciso sermos chamados aos adultos que somos para de uma vez por todos começarmos a viver e a nos relacionarmos com maturidade emocional, de forma independente e suficientes, porque é isso que realmente somos.
Não é por acaso, que esta é a Era do Coração, essa inteligência têm de ser resgatada para voltarmos ao nosso lugar!
É preciso expandir a consciência!
Um filho não vêm servir um pai.
Um filho vem para viver a sua jornada de evolução. Quanto mais ele voar, alto e diferente dos seus pais, mais ele estará a trazer liberdade a esse amor.
Se ele for viver para o outro lado do mundo, ele não está a negar as suas raízes, está a expandir a sua missão, está a alargar os horizontes de todo um clã que viveu subjugado ao medo de sair do seu metro quadrado.
Já chega de dizer: “vais-me abandonar?”
Só se sente abandonado quem se julga dependente!
A consciência crística desta Nova Era é retornar à certeza de que cada um de nós é auto-suficiente na sua plenitude divina, só nesse estado seremos livres para nos relacionarmos sem apego, sem ilusões, sem controlo, sem esperas…
LIVRES para sentir cada instante, sem temer o ir embora, sem temer o acabar!
Sentindo que só por esse instante tudo já valeu a pena e tudo já se tornou eterno!
É difícil amar assim?
É!
Há muito lodo, camadas e camadas inteiras de séculos e séculos, para libertar…
Mas é possível, esta é oportunidade e para tal é preciso assumir um novo lugar e deixar de repetir o mesmo.
Sem idealismo de perfeição, sem achar que se estala os dedos e já está, envolve muito trabalho, mas garanto-te, assumindo esse compromisso em verdade, o amparo é GIGANTE, porque a mudança não é só minha, tua… ela é NOSSA e grandemente esperada por TODA a nossa ancestralidade!
Em que lugar te decides posicionar?
No mais do mesmo?
Ou na MUDANÇA?
O Amor cura, mas para que a cura aconteça…
O Amor precisa de voltar à sua ordem, ao seu verdadeiro lugar e à sua expandida visão!
https://www.facebook.com/groups/900194753389462-5 de julho de 2021
Sónia Machado Araújo ( 5-2-2023)
Sou eu, Sónia de nome, nascida na cidade maravilhosa do Porto, em 1977, mulher do norte com orgulho e tradição tatuadas nas raízes que honro no coração livre onde cabe um mundo inteiro. Sou uma eterna apaixonada pela vida e apresento-me como uma sonhadora, uma viajante no tempo do relógio sem ponteiros da criação. Sou uma eterna aprendiz, que se encanta com o simples, com o verdadeiro, com tudo que faz a alma se sentir em casa. A escrita é um dom que nasceu comigo, mesmo antes de conhecer todos os carateres do alfabeto. Sempre escrevi. Sempre tive essa expressão de arte ativa em mim e com os anos ela somente se aprimorou e neste últimos, se expandiu a uma boa semente que espalho no mundo. Sou terapeuta, facilitadora de constelações familiares, uma investigadora da alma, rendida ao mistério da vida. Sou eu, simples assim! Com um sorriso que cada vez mais descansa na bênção de ser quem sou na totalidade de toda a minha história e na bênção de a fazer poema a cada novo verso escrito e vivido em mim! .Até já.
